A Agência de Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) prepara o edital para licenciamento da patente de um fertilizante de liberação lenta de nitrogênio que utiliza polímeros biodegradáveis. A tecnologia promete vantagens em relação aos já existentes, especialmente no que se refere ao período em que fica no solo: fertilizantes convencionais são levados pela água, o que aumenta o custo de produção. Pelo fato de usar um polímero biodegradável, o fertilizante desenvolvido na UFPR causa também menor impacto ambiental em relação aos convencionais.
Sete empresas, que a Agência de Inovação não identifica, já se interessaram por licenciar a tecnologia. Como manda a Lei de Inovação federal, o processo de licenciamento de uma tecnologia deve ser feito mediante edital, para garantir o direito de concorrência. O edital deve ser publicado pela UFPR até o final de agosto e o licenciamento será exclusivo, ou seja, apenas uma empresa poderá usar a tecnologia.
Das sete empresas interessadas, três ficaram sabendo da tecnologia ao participar do III Encontro do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia, realizado na Unicamp, em Campinas, entre os dias 27 e 29 de abril deste ano. Durante o encontro, que reuniu gestores de diversos núcleos e agências de inovação de universidades e institutos de pesquisa, e empresários, houve uma mostra de tecnologias, e uma das apresentadas ao público foi justamente o fertilizante, resultado das pesquisas de Antonio Mangrich e Fernando Wypych, professores do Instituto de Química da UFPR.
O III Encontro Anual do FORTEC abordou o tema "Cinco Anos da Lei de Inovação". O Fórum reúne os profissionais responsáveis por políticas de inovação e iniciativas relacionadas a propriedade intelectual e transferência de tecnologia em universidades e institutos de pesquisa. Nas cinco regiões brasileiras, o FORTEC conta, atualmente, com mais de 140 associados. Participaram do III FORTEC cerca de 400 pessoas, majoritariamente do setor público, dada a própria composição do fórum. Minicursos e uma mostra de tecnologias de universidades brasileiras e estrangeiras fizeram parte da programação do encontro. Especialistas franceses vieram a Campinas para compartilhar com os brasileiros a experiência que tiveram na Europa. A Lei de Inovação nacional se inspirou na lei francesa, que está em vigor há dez anos.
Fonte: Inovação Unicamp